sábado, 5 de Dezembro de 2009

Battle for the Sun

Foi preciso dar-lhe algum tempo, desde o lançamento até ao momento ideal, para enfim falar do mais recente álbum dos Placebo. Sou um admirador da banda, gosto de tudo o que produziram até hoje e acho-os muito bons em palco. Todo este timing até a altura certa não se deveu a nenhum pseudo-arrufo que tenha tido com algum trabalho anterior da banda de Brian Molko mas sim com um estado de natural exigência que, depois de Black Market Music (BMM) me torna um sacana picuinhas.

Mas naturalmente tudo o que queira comparar a BMM seria de tremenda injustiça. A banda está diferente (até na composição), os momentos e vivências são outros, os objectivos são novos. E a verdade é que BMM trouxe algo de portentoso ao panorama rock. Não é isso que acontece com Battle for the Sun. Mas é um bom álbum. Após ouvido as vezes suficientes e com atenção devida o álbum carrega consigo os elementos habituais dos Placebo, que tanto me agradam, nas melodias cuidadas, nas guitarras de Brian Molko, nas letras sempre de maior profundidade emocional. Talvez esteja, isso sim, menos energético e irreverente, menos acutilante na verbe, talvez seja um trabalho mais ponderado. Mas isso será provavelmente o reflexo daquilo que foram e são os Placebo. BMM veio na altura em que a banda quebrava com a norma e na sua atitude libidinosa criava choque e deslumbramento. Mas esses não são os Placebo de agora. Se sinto alguma falta dessa energia vibrante? Sim. Mas também gosto dos temas de Battle for the Sun, ainda e sempre os mesmos Placebo das baladas carregadas de sentimento. Acho que o album está bom e recomenda-se. Os fãs mais exigentes poderão franzir o nariz ao primeiro impacto, como eu fiz, mas facilmente perceberão que não vale a pena e não é caso para drama. Não há desilusão à vista.

Recomendado por 7 em 10 taralhões.

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Euforia a 8-bit

Os Anamanaguchi são uma banda "diferente". Rotulados como chiptune punk, o que estes nova-iorquinos fazem é essencialmente música rápida e mexida recorrendo a uma NES de 1985!

Ok, confusos? Passo a explicar. O que estes senhores fizeram foi modificar o referido sistema de entertenimento que nos encheu os corações de alegria na década de 80 e primórdios de 90. Usando a música sintetizada a partir daí toca de colocar umas linhas de guitarra e baixo em cima e bingo! Temos música.

O resultado é uma fusão de sons digitais com sons mais tradicionais e que nos transportam a todo um delírio orquestral digno dos melhores jogos de consola dos olden days. No fundo trata-se de música influenciada pela pop psicadélica e rockalheira de bandas como os Weezer ou Beach Boys (para citar os elementos da banda). Ritmos alegres e descontraídos que deixarão qualquer geek absolutamente deliciado. Tudo em cerca de meia hora.

Dawn Metropolis, edição de 2009, é uma proposta diferente para os mais curiosos e para aqueles que queiram soltar uma lágrimazinha ao relembrar os gloriosos '80s e toda a sua parafernália de jogos, consolas, arcadas, etc. de cores berrantes e obscuros sons sintetizados.

Recomendado por 8 em 10 taralhões nostálgicos. E a devida vénia ao senhor comandante JR pela dica. Veio tarde mas foi enfim partilhado com o mundo.

Aqui fica o tema 'Blackout City':


sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Álbum de Recordações #5

Vistas as coisas, Cláudio não gostava do pai.

Vá-se lá saber porquê. Era mesmo daquelas coisas que não fazem sentido, como um pequeno formigueiro que se sente no corpo todo, do qual não sabemos a origem mas que no entanto não podemos negar.

O pai nunca o tratara mal, dentro dos possíveis sempre lhe dera o que queria, mas mesmo assim Cláudio não gostava do pai. Um homem que era comissário da Polícia, condecorado desde que salvara aqueles gémeos de se afogarem no lago. Um autêntico bom samaritano que contribuía para causas justas e nobres, sempre que podia ajudava os mais desfavorecidos e mesmo assim Cláudio não conseguia gostar do pai.

Seria de si próprio o problema?

A culpa não podia ser dele. Tal sensação, como aqueles apitos muitos agudos e perturbadores que apenas ouvimos no limiar da audição, só acontecia com o seu pai. Com a sua mãe a relação era perfeitamente normal, e embora poucas vezes estivesse com o resto da família, com eles também não acontecia.

Até se lembrava bem daquela vez há uns anos, embora fosse ainda pequeno, quando a sua tia
Raquel os visitou com o seu filho Jorge. Tudo correra lindamente nesse dia, dera-se muito bem com o seu primo e a sua tia era um perfeito amor. Pessoas perfeitamente normais. Mas o que mais lhe ficou marcado na memória foi o medo que sentiu do pai nesse dia, embora este tenha passado o dia a fazer piadas enquanto todos riam . Todos menos ele, obviamente. Até acabaram por tirar uma foto de família.

Cláudio nunca mais quis tirar uma foto depois desse dia.

Decididamente, Cláudio não gostava do pai.



terça-feira, 17 de Novembro de 2009



Millenium 1 Os Homens que odeiam as Mulheres é a adaptação para cinema do primeiro livro da trilogia Millenium, escrito por Stieg Larsson. Realizado por Niels Arden Oplev, este thriller foge à normalidade do cinema no nosso país por ser uma produção inteiramente sueca, coisa que por cá se vê muito pouco. Por isso é bom que os caros leitores do Ninho tenham de facto comparecido às aulas de sueco que patrocinamos em Agosto.

Os Homens que odeiam as Mulheres conta-nos a história de Mikael Blomkvist, jornalista da revista Millenium que se encontra num momento difícil da sua vida após ter sido condenado por difamação. Enquanto pondera a sua vida e os meses na prisão que vai ter que cumprir, é subitamente abordado com uma proposta de emprego da parte de Henrik Vanger, antigo líder do poderoso grupo económico Vanger. Esta proposta de simples tem muito pouco: Vanger quer que Blomqvist tente descobrir o que aconteceu na realidade à sua sobrinha Harriet que desapareceu à 40 anos atrás em circunstâncias suspeitas. No meio disto, Blomkvist vai ter ajuda de onde menos espera na forma de Lisbeth Salander, uma hacker de estilo punk com um histórico de problemas na juventude.

Um thriller sem dúvida para uma audiência mais adulta, este Os Homens que odeiam as Mulheres traz-nos uma história intrigante e ao mesmo tempo cativante, com ligações no mínimo inesperadas. De pista em pista caminhamos com Blomqvist e Salander para a resolução do mistério, com inevitáveis twists pelo meio. De notar a existência de cenas mais marcantes e pesadas, as quais de qualquer modo eu garanto que foram atenuadas em relação ao livro. No entanto, é óbvio que mesmo com uma boa história sem bons actores não se vai longe. Tal coisa não acontece aqui pois o elenco é bastante bom, sem falhas a apontar. Todos cumprem o que é esperado das suas personagens, e mais, conseguem torná-las credíveis. Mesmo assim é de destacar a participação de Michael Nyqvist no papel de Mikael Blomkvist, mas principalmente de Noomi Rapace no papel de Lisbeth Salander, com uma representação no mínimo memorável.

Para quem se indaga se “o livro é melhor que o filme” tenho a dizer que sim, na realidade é, mas isso não quer dizer que este filme seja mau. Muito pelo contrário, tem valor por si próprio, e embora tenha uns pequenos, mínimos, desvios em relação à narrativa original, temos aqui uma adaptação bastante fiel. Talvez um dos poucos defeitos seja a sua duração, mas são 152 minutos a questionarmo-nos “que raio aconteceu a Harriet??”.

Sem dúvidas, uns sólidos 7 em 10 taralhões gostaram bastante do filme.*



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* - Por outro lado, 10 em 10 taralhões dedicavam as suas vidas a Lisbeth.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Pela Paz

Apesar do longo período de paragem, os beligerantes autores d'O Ninho mantiveram-se atentos ao que se passou de importante nestes últimos tempos. Posto isto, e após árdua pesquisa, estamos finalmente com capacidade para divulgar informações importantes sobre o pequeno brilharete que foi a entrega do Prémio Nobel da Paz a Barack Obama este ano.


Aí está ele novamente a salvar o mundo no seu skate.


Não há como negar a surpresa com que o mundo recebeu esta notícia. A 9 de Outubro deste ano, o presidente norte-americano, eleito à menos de um ano, recebia o Nobel da Paz. E nesse mesmo dia começou o burburinho: uns, que vêm Obama como o Messias, acreditavam que estava espectacularmente bem entregue, pois serviria como catapulta para fazer um trabalho memorável a favor da Paz; outros, ainda um pouco reticientes, comentavam a falta de trabalho apresentado por agora, e viam tudo isto como uma mera jogada política.


A mero título de curiosidade, atente o leitor nisto:

"Ao contrário dos outros prémios Nobel, o Nobel da Paz pode ser atribuído a pessoas ou organizações que estejam envolvidas num processo de resolução de problemas, em vez de apenas distinguir aqueles que já atingiram os seus objetivos em alguma área específica. É, portanto, um prémio Nobel com características próprias."
-in Wikipedia, mui fidedigna fonte de sabedoria


Ou seja, o homem até poderia realmente ter recebido o Nobel como incentivo para o seu trabalho em questões importantes. Pena que a verdade seja um tudo-nada mais sombria.


Verdade essa que é a de o Prémio Nobel da Paz ter sido entregue a Obama através de cordelinhos puxados por uma organização sombra que está a tentar criar uma Nova Ordem Mundial!!!!

A sério.

Sejamos realistas. Sozinho, Obama nunca conseguiria sequer chegar à presidência dos États-Unis
. Mas, como fantoche, como a "cara que aparece ao público" desta organizção, Obama chegou e chegará ainda mais longe. Esta organização é constituída por indivíduos muito importantes, das mais altas hierarquias a nível mundial. Estou a falar dos ursinhos carinhosos.


Sim, aqueles ursos às cores com símbolos rídiculos no peito.


Nos dias de hoje, são eles que controlam tudo no nosso planeta: economia, energia, pornografia, recursos hídricos, pornografia, mulheres ao volante, sandes de queijo e pornografia. Não temos como fugir das garras deles, e muito menos temos como fugir aos planos arquitecturalmente* maquiavélicos do seu líder, MacGyver.


Parece que o "bom herói" dos anos 80 é na realidade um ditador mundial.


Faz anos que MacGyver e o seu exército de ursinhos carinhosos trabalham juntos. São poucas as provas existentes, mas O Ninho, uma vez mais em colaboração com o Dacca Institute, conseguiu resgatar algumas de autênticos abismos de saber intemporais**.


Influência na Guerra Fria


Influência sobre o Proletariado


Influência sobre explosões grandes


Grandes compinchas


A questão aqui é: o que planeia tão famigerada troupe fazer agora com o presidente do EUA? Por acaso***, O Ninho tem a resposta para essa pergunta. Parece que a ideia é construir um trabuco de proporções magnânimas e lançar Barack Obama pelos ares do Atlântico com Portugal na mira.


As mentes corrompidas pelo poder.


Talvez a máquina nos salve. Ou não.


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* - É realmente possível que possa ter inventado uma palavra.
** - Não faço ideia do que estou a falar.
*** - Não, a sério! Foi mesmo acaso!

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

O Anticristo vive em todos nós?


Depois de visualizar Antichrist, de Lars Von Trier, qualquer esforço da minha parte no sentido de analisar e partilhar a minha interpretação do mesmo seria fútil. Este é um filme que deve ser apreciado e lido por cada espectador à sua maneira. E desde já fique claro que não é um filme onde haja meio termo. Ou se gosta, ou se odeia.

Sou um fã confesso de Lars. É um dos meus realizadores de culto. Como tal, as minhas expectativas para este filme eram altas. E foram superadas. Antichrist rasa a obra-prima, a meu ver, por ser quase teatral, quase lírico. O filme é na sua essência bastante misógino e intrínsecamente ligado ao Catolicismo. Carregado de simbolismo, patente em pormenores deliciosos e cuidadosamente estudados e planeados. Trata da natureza humana na sua essência, e fazendo a ligação com as passagens do Génesis bíblico abre portas a uma profunda e muito dura interpretação dos eventos. A forma como a temática da mulher, seja ela Eva/Maria, do pecado e da tentação, do Homem/Deus, do arrependimento e do sacrifício, da sexualidade e dos males do Homem são tratados são de um requinte muito selecto e muito raro nos dias de hoje. Arriscaria até dizer que pode ser visto como uma alegoria do mito do Génesis, na qual Lars Von Trier expõe os terrores da crença Cristã acerca das origens do pecado.

O filme divide-se num prólogo, capítulos e epílogo. Todos eles subjacentes a uma ideia bem definida que fará sentido com o visualizar do filme. E o prólogo é incrivelmente genial, rodado em preto e branco e em slow motion, ao som de uma ária clássica. Cinco minutos de puro deleite e admiração. Posso dizê-lo sem pudor, uma das melhores "entradas" que vi até hoje.

As personagens principais não aparecem nomeadas, o que faz todo o sentido dado o simbolismo impregnado quer nestas quer nos seus gestos. A leitura subjacente a cada cena deste filme é muito particular e muito rica. Mas isso fica ao critério de cada um.

Também uma nota para referir que tudo neste filme é tratado com uma falta de vergonha muito saudável. Tudo muito crú, sendo que algumas cenas são de facto pesadas, mas pessoalmente não faz qualquer sentido rotular este filme como gore, como foi feito por muita gente. Há de facto partes intensas, sobretudo perto do final, mas o somatório de todas não pode valer pelo filme.

Acho que Antichrist é do melhor que vi nos últimos tempos e deixou-me mesmo muito agradado. É um filme que acho que é bastante livre de ser interpretado por cada um à sua maneira, com a leitura que quisermos fazer dos eventos. Eu tenho a minha, sustentada naquilo que li no filme e aonde este me transportou. Acho-o uma análise dura e muito real da natureza humana, que vai ao âmago da mesma, visitando e descodificando todo o episódio do Génesis, como interpretado (lá está) por Lars Von Trier. Se é uma visão do realizador peranto uma fé Cristã marcada por lamentáveis e olvidáveis episódios passados, ou até uma viagem ao universo tão misterioso da psique humana... quem sabe? Que cada um veja com os seus olhos e sinta com as suas emoções. Certo é que este filme merece ficar registado e tornar-se um objecto de muita estima e culto pelo fabuloso pedaço de arte que é. Desde a fotografia ao cuidado com todo e qualquer pormenor até às interpretações fabulosas de Charlotte Gainsbourg e Willem Dafoe. Ambos em alta e merecedores de prémio pelo registo.

Apreciado em deleite por um total de 10 taralhões.

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Sobre o profano e a sagrada palermice


Saramago é o homem do momento. Muita celeuma tem gerado o "brilhante" escritor português. Inclusive há já quem peça a sua cabeça num prato, que é como quem diz a renúncia à nacionalidade portuguesa. Tudo isto porque o "ilustre" afiou com mais uma estocada à Sagrada Instituição que é a Igreja Católica.

Ora a Igreja Católica não é mais que o puto birrento da turma da primária que passa o recreio amorfo num canto quando não lhe fazem as vontadinhas todas. E Saramago é o puto malandreco que gosta de se armar aos cucos e provocar escaramuça só porque sim e porque o torna popular junto das miúdas e restantes putos.

Não sou um professo* fã de Saramago, em parte porque o seu estilo de escrita nunca me seduziu o suficiente, talvez um dia destes... não lhe fechei a porta ainda. E da Igreja Católica não só não sou fã, como repudio essa instituição assoberbada que muito gosta do dinheiro dos crentes e da propagação de ideias nefastas, pré-históricas e absolutamente descontextualizadas.**
Considero-me portanto neutro enquanto espectador desta batalha palerma. Mas não me lixem, não temos mais com que nos preocupar? Não é evidente já para todos que JS sabe vender bem o seu peixe e com estas manobras consegue a publicidade que tanto deseja por alturas de lançamento de novo livro? E desde quando a bíblia vem assinada com o consentimento de sua soberania suprema dos céus assumindo como verdadeiras todas as suas afirmações? É que da última vez que vi nem pai supremo nem filho mártir davam autógrafos desses...

Deixem de ser tão sensíveis e tão mariquinhas e liguem menos às divagações egocêntricas de um velhote que precisa de ocupar o tempo com mais que limpar o pó ao Nobel. É que ter de apanhar com isto todos os dias nos jornais e na web dá-me cabo da paciência...

É que se pensam que Saramago é o demo estão muito enganados! E acreditem que aqui n'O Ninho estamos por dentro desse tipo de informação. Até já fizemos as nossas reservas para a eternidade junto de Lúcifer, somos praticamente grandes amigos.


*reparem na malandrice da provocação ao recorrer a um termo de conotação religiosa aqui... incrível!
**tenham em conta que não desrespeito a fé Católica... mas sim a Igreja enquanto instituição.

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Caixote Mágico #16

Quando uma série de talentosas estrelas do panorama musical se junta em concerto o resultado só pode ser algo de grandioso. Não está ao alcance de todos. Apenas uns poucos como Ozzy Osbourne, referência incontornável do metal, conseguem levar consigo em tour uma trupe tão respeitosa. Para os adeptos de música grandiosa relembremos aqui um clássico incontornável de Ozzy, ao vivo no mítico Budokan em 2002.

Acompanhando-o estão: Zakk Wylde, Robert Trujillo, John Sinclair e Mike Bordin.




'Mr. Crowley' do veterano de terras de sua majestade Ozzy Osbourne e convidados

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Epifania músico-celestial

Confesso que andava um bocado desligado dos Muse. Os Ingleses são uma banda pela qual sempre nutri algum interesse mas nunca a um nível de adoração. E apesar de trabalhos bastante consistentes e bons faltava sempre um je ne sais quoi que fizesse dizer "caramba, isto é que é!"...

Pois bem, esse momento chegou. Tiro o meu chapéu e faço a vénia devida à banda. Parece que uma nova brisa paira por terras britânicas. Não tenho dúvidas em afirmar que este é, para mim, o melhor álbum dos Muse. Mas atenção! Este trabalho soa a tudo menos Muse... como os conheciam. E aí reside toda a beleza de The Resistance. Altamente experimentalista e influenciado por todo um universo musical muito rico, este álbum transpira confiança e alguma arrogância até. E a mim agrada-me! Começamos com uma groove de ficar no ouvido e a puxar para o pézinho de dança e abanar de anca, com Uprising, para logo de seguida sermos bombardeados com uma Resistance que me deixou absolutamente viciado com os seus pózinhos de rock anos 80 e 90. Depois temos de tudo... um piscar de olho a Depeche, umas manias de grandeza com United Stares of Eurasia e o culminar da obra com o apocalipse psicadélico do trinómio Exogenesis, essa sinfonia celestial, misto de libertação interior e inspiração divina.

Não será, com toda a certeza, um trabalho consensual. Muitos fãs não entenderão este novo rumo sequer. Mas digo-vos, vale bem a pena ouvir e apreciar a genialidade de músicas bem compostas e tocadas a bel prazer dos autores. Parece que enfim, os Muse se libertaram das obrigações que a indústria músical impõe a quem procura sucesso e se dedicaram a compor a música que gostam, como gostam. Ou então, a banda teve uma súbita epifania e sentiu que esta era a forma de exteriorizar essa clarividente manifestação. Seja como for, eu fiquei convencido e dá-me gozo ouvir The Resistance.

Uma breve nota final apenas para destacar as magníficas letras das músicas.

Recomendado vivamente por 9 em 10 taralhões que lamentam agora não ter comprado bilhete para o concerto antes deste esgotar.

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Back in business!


Estimados leitores e fãs incondicionais d'O Ninho, estivemos ausentes para retemperar forças e afinar os motores. Mas estamos de volta. Não temam portanto! Certamente a nossa ausência foi mui sentida e lamentada... mas regressamos com doses bem generosas de tolice, conspiração e caos com as quais vos voltaremos a brindar de forma regular. Não deixem portanto de nos visitar e espreitar pelo pedaço de demência mais recente!

A gerência agradece. A sério. E vão ver que vale a pena. Ou não.

Saudações e até breve!