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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Uma questão de ética!

Numa altura em que os corações se enchem de amor, em tempos de paz e alegria, o Ninho do Taralhão não podia ficar indiferente e mais uma vez lançamo-nos na missão de lutar contra a indiferença e as injustiças!

O drama de que vos falamos hoje é um drama bem real. Uma situação dura vivida por todo o mundo e que passa despercebida aos olhos da sociedade, uma crise eternamente esquecida e ignorada pelos governos que teimam em não ver um problema e vão fechando os olhos.


Todos conhecemos essa maravilha da tecnologia que são as máquinas automáticas de café. Seja na Universidade, no local de trabalho ou num qualquer estabelecimento com uma sala de espera, elas estão lá. Sempre capazes de nos alimentar a tão preciosa cafeína, de nos aquecer o organismo nos dias mais frios, de nos fazer companhia no tempo de espera. O que a maioria de vós ignorará é que o funcionamento destas maquinetas oculta uma realidade cruel...

No interior dos compartimentos onde se produzem as magníficas bebidas que tanto nos deliciam operam não maquinetas nem tecnologia de ponta... mas sim...


ANÕES!!!


Aprisionadas e escravizadas, estas inocentes vítimas vivem condenadas a uma vida de trabalho forçado preparando cappuccinos e meias de leite e cafés com cacau! São raptados das suas tocas* ainda muito jovens e levados para campos de trabalhos forçados. Aqui são-lhes dadas generosas doses de chá de cannabis sativa e ursinhos de goma. Com o raciocínio toldado e com as suas defesas fragilizadas são forçados a assistir a vídeos educativos, que no fundo são um embuste para lavagem cerebral. Estes incluem episódios dos Teletubbies, Carebears e Xena, a princesa guerreira.

Quando o processo se dá por concluído e os pobres anões se encontram já despidos de qualquer resistência, estes são colocados no interior das ditas máquinas. O seu cérebro encontra-se já condicionado a preparar toda a panóplia de ofertas que estes equipamentos dispõem aos clientes. A alimentação é feita na altura de levantamento do dinheiro e restock das ditas cujas. Sabe-se que são deixadas barrinhas de cereais altamente proteicas. É nesta altura que se dá também a remoção dos dejectos acumulados em balde ou outro engenho semelhante, pelo funcionário responsável.

Até hoje esta questão é negada e desvalorizada pelos principais líderes governamentais a nível mundial. Lobby e interesses políticos estarão por detrás de tudo, sendo que até hoje ainda não se conseguiu descobrir quem é o cabecilha por detrás deste escândalo.

Nós aqui no Ninho tentamos ajudar e espalhamos a palavra! Da próxima vez que estiverem prestes a colocar a moedinha numa destas máquinas... pensem duas vezes! The truth is out there!



*toda a gente sabe que os anões vivem em tocas no meio dos bosques e florestas ou até em meio urbano.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O chefe recomenda: Tragicomédia


E quando menos esperava, eis que fui surpreendido com um filme que me tinha despertado apenas moderada atenção. Confesso que, aquando das apresentações e propaganda demais, In Bruges me passou um pouco ao lado. O filme, do quase desconhecido (para mim) Martin McDonagh, aparentava-se-me mais uma história banal de vilões e suas desventuras. Mas não podia estar mais enganado.

Uma agradável surpresa de facto, constatar desde o começo do filme que estava na presença de um comédia trágica, ao melhor estilo de Shakespeare. Um mimo. A história gira em torno de dois assassinos, que trabalham para um homem muito pouco paciente. Depois de um incidente são enviados para Bruges (e onde raio fica Bruges, pensam eles) para manterem um low profile durante uns tempos. Ou pelo menos, assim pensam. No fundo, a história rapidamente ganha outros contornos de bem maior negrúme.

Já que têm duas semanas agendadas para passar naquela cidade desconhecida, o seu tempo é aproveitado a passear e ver as vistas. E isso irá despoletar uma série de acontecimentos deveras abstractos.

Posso afirmar sem pudor algum que soltei umas valentes gargalhadas com este filme. Não porque se trate de uma comédia brutalíssima (nem é esse o seu intento), mas porque considero tratar-se de um perfeito elogio ao mais puro nonsense, que é o meu estilo de comédia favorito. Os diálogos são geniais, com as conversas a redundarem nas mais absolutas insignificâncias. O que, ligado às pessoas em questão e à situação propriamente dita, torna-se incrivelmente cómico. Depois, temos aquela que é uma das cenas mais incríveis que vi nos últimos tempos (não vou estragar, calma!), e que trata do momento em que, regados a álcool e droga, os personagens convivem num quarto de hotel e divagam. Quando virem saberão identificar.

No fundo, todo o filme é isto. Pura insanidade e absurdo em cada diálogo. Uma história que é dramática e que assume contornos cómicos por todos os que estão envolvidos e pelos pormenores acrescentados à temática central. E finalmente, um epílogo em pura catástrofe que é também a purgação de todos os males.

Achei genial a forma como tudo se desenrolou e a criatividade por detrás de tudo quanto é cena e diálogo neste filme. Para ver e rever com os amigos. Claramente o filme de 2008 que mais me surpreendeu. Recomendado por 8 em 10 taralhões!