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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Álbum de recordações #6

Amália adorava os dias mágicos da Páscoa. A escola fechava e todas as crianças tinham direito a uns dias para brincadeira e paródia. Melhor, os papás também ficavam por casa, folgando do trabalho, e a mesa da sala enchia-se de amêndoas de chocolate e doçaria. Na aldeia o senhor padre vinha benzer a casa e no final o papá entregava fielmente um envelope com "uma prendinha para os santos, filhota". As ruas da aldeia eram decoradas com imensas flores e toda a gente distribuia beijnhos e abraços e cantava-se muito. Eram tempos de alegria.
Naquele domingo de Páscoa, Amália fora com a mamã ao estúdio do fotógrafo da aldeia, o senhor Bento. Todos os anos se repetia o ritual. Amália tirava a fotografia com o senhor coelho da Páscoa e no final ainda ganhava um docinho.


De acordo com o relatório das autoridades não se chegaram a grandes conclusões. A mãe e a criança chegaram ao estúdio às dez horas da manhã. A menina entrou para a sala de fotografia com o senhor Bento e sentou-se cá fora à espera que o retrato ficasse concluído. Seguiu-se um flash súbito e intenso que extravasou para a sala de espera e ouviu-se um grito excruciante. Quando a mãe entrou na sala o cenário estava intacto, à excepção do senhor Bento que se encontrava caído morto no chão, olhos preenchidos por uma espécie de névoa branca e sangue derramado dos ouvidos. A pequena Amália desaparecera... Em cima do cadeirão branco estava a foto...







segunda-feira, 16 de março de 2009

Álbum de Recordações #4

Tropa de Elite.

Não há muito mais expressões que consigam descrever com exactidão o portento militar que era o 23º Batalhão de Infantaria das Forças Militares da URSS - Divisão de Operações Especiais.

Composto pelos homens mais bem treinados de sempre na URSS, o que só por si é dizer bastante, estes capazes soldados especializaram-se em operações altamente secretas, pelo que só agora veio a público a sua existência.

O que faziam, faziam-no rápida e eficazmente, sempre pelas sombras para apanhar o inimigo em inferioridade. Sem escrúpulos, sem medos, sem remorsos, a única coisa que importava era a missão cumprida.

De entre as suas inúmeras missões, a principal foi a de aniquilar uma tentativa de ressuscitar o Terceiro Reich, alguns anos após a morte(?) de Hitler. Relatos e documentos da altura provam que havia ainda alguns membros do Partido Nazi escondidos, que conspiravam entre si e aparentemente "tinham feito um pacto" com algum tipo de nação ou entidade para os ajudar a conseguir o seu objectivo. A intervenção do 23º Batalhão na noite de 3 de Abril de 1949 acabou definitivamente com esta ameaça.

Realce também para a missão que evitou, passe a expressão, a "primeira" Segunda Guerra Mundial. Sabemos agora que entre as duas Grandes Guerras, houve uma outra tentativa de criar guerra na Europa. Na França, revivalistas Napoleónicos queriam de novo criar um Império para aglutinar o maior número de países sob a sua bandeira. Foi um 23º Batalhão desfalcado que enfrentou esta ameaça (documentos sobreviveram até hoje dizendo-nos que apenas Oleg, Nikolai e Vassily estiveram presentes nesta ofensiva), mas mais uma vez a perícia, persistência e poderio destes homens neutralizou outra possível catástrofe de não muito grandes dimensões.


É com muito carinho que aqui no Ninho do Taralhão prestamos homenagem ao 23º Batalhão de Infantaria das Forças Militares da URSS - Divisão de Operações Especiais.




23º Batalhão de Infantaria das Forças Militares da URSS - Divisão de Operações Especiais
Abrir imagem para a ver na sua total glória