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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O próximo nível para os Devildriver

Os Devildriver, banda do ex-vocalista dos míticos Coal Chamber, trouxeram-nos um novo trabalho em 2009 intitulado 'Pray for Villains'. Sendo o quarto álbum da banda há que reconhecer que se trata possivelmente do seu melhor até à data.

Efectivamente a banda americana parece ter subido mais um patamar na sua carreira. O som dos Devildriver é um metal moderno, carregado de peso mas também de experimentalismo suficiente para trazer algo de refrescante ao panorama actual. Mais do que nos trabalhos anteriores aqui tudo encaixa perfeitamente, num jogo perfeito de guitarras e linhas groove de baixo que apetecem acompanhar com um headbang à moda antiga.

A bateria é descarregada em jogos de pedaleira dupla e como catalisador fundamental à sua música. E destaque também para Dez Fafara, o vocalista ícone, aqui muito mais desligado do rótulo 'Coal Chamber' e mais perfeccionista na forma como aplica a voz aos temas. Líricamente as músicas são também muito bem conseguidas, o que torna a experiência de desfrutar do álbum muito mais rica. Finalmente comentar os solos de guitarra de Jeff Kendrick e Mike Spreitzer que são outro dos ingredientes que noz faz mergulhar em Pray for Villains.

A edição especial do álbum traz-nos uma versão de 'Wasted Years' dos gradiosos Iron Maiden que acho muito interessante e que recomendo vivamente.

A meu ver, um dos álbuns do ano. Recomendado por 9 em 10 taralhões.


Aqui fica o vídeo do single 'Pray for Villains':


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Isto não é som para corações fracos...

2009 marcou o lançamento de um novo álbum pelos Converge, 'Axe To Fall'. . Esta banda americana está longe dos habituais rótulos do panorama musical. O que os Converge fazem não pode ser enquadrado na música como a conhecemos. Sériamente alternativos, é natural que nem todos os leitores do nosso afamado blog os aceitem ao primeiro impacto.

O metal que os Converge fazem é algo "mais". Poucas bandas têm a capacidade de, dentro de um estilo músical mais pesado, conseguir ser tão emocional nas suas músicas. Basta prestar atenção aos pormenores para perceber que por detrás das guitarras distorcidas dedilhadas em ritmo alucinante e sob as batidas violentas de bateria encontramos uma melodia e uma profusão de sonoridades que nos transportam às mais profundas emoções contidas bem lá no fundo.

Libertador, incisivo, o seu som transporta-me sempre a um vasculhar dos meus próprios fantasmas e a conseguir gritar sem pudor só porque sim. E basta atentar às composições líricas magníficas de Jacob Bannon para perceber que temos conteúdo.

As faixas são de curta duração e alinhadas sem pausa entre si. O que transforma a audição do álbum no seu todo como uma experiência dividida em fases ou capítulos. Mas sempre com a adrenalina no máximo. O final do álbum é primorosamente pontuado por 2 faixas mais calmas (as únicas de 'Axe To Fall'), uma das quais contando com a participação de Steve von Till nas vocalizações. A última música, 'Wretched World', encerra melodiosamente o álbum, num epílogo perfeito e acompanhada de uma letra fantástica.

Se tiverem estofo para isso oiçam 'Axe to Fall'. Será uma viagem diferente e para a qual nem todos estarão preparados. Mas, sem dúvida alguma, estamos perante um dos melhores álbuns de 2009. Apreciado por 9 em 10 taralhões!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Caixote Mágico #15

"Arrg, legendary metal music video director David Brodsky (KATAKLYSM, ARSIS, THE BLACK DAHLIA, MURDER) by chance caught us pirates in the act of looting and pillaging a fine vessel along the seas of the Atlantic. With nary a chance of escape, David bartered passage to dry land in exchange for rendering a motion picture tale of our nautical pilferings."

Está tudo dito... Por cortesia do Jonas, passe-se o testemunho a um dos vídeos mais fenomenais de sempre... piratas! e trash metal! Perfeito.





'Cruise Ship Terror' dos americanos Swashbuckle

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Em tons negros

O universo do Black Metal (BM) é bastanta vasto, e subordinadas a este mesmo estilo musical podemos encontrar diferentes variações. Aprecio bastante este género de música, com particular destaque para as bandas que adoptam um estilo mais progressivo e menos cru. Nesse capítulo de bandas BM mais progressivas podemos encontrar os Graveworm. De entre a sua discografia, que conta já com 6 álbuns de longa duração, o título que mais me fascina é Engraved in Black (Nuclear Blast, 2003).

Engraved in Black combina os elementos mais negros do metal com as melodias de elementos folk ou góticos. Trata-se de um hino ao desespero e à guerra, seja ela espiritual ou algo mais até. A bateria é fabulosa, com a pedaleira dupla a marcar o passo, ocasionalmente intervalado com as teclas que dão uma graça mais melodiosa às músicas. As guitarras são simples e não vamos encontrar solos longos e bonitos. As vocalizações consistem do habitual grunhido ou voz mais rude, típicas deste estilo. Tecnicamente não são exímios, mas cumprem na íntegra. Para quem exija perfeição técnica o caminho tem de ser outro. Mas não entendam por isto que os Graveworm são uma banda banal e limitada. Não concordo nada com isso. Eles entregam aqui músicas de belíssima composição, conjugando sonoridades mais pesadas com elementos que quebram a barreira, resultando em músicas que num instante destilam fúria incandescente para logo de seguida nos remeterm ao mais obscuro do nosso ser. Drowned in fear e Abhorrence são bons exemplos disso. A segurança que o vocalista traz à banda é um ponto forte e é preciso destacar a perfeita ambiência em que a sua voz enquadra as músicas.

A capa do CD, a pintura do exterior de um cemitério, retrata bem aquilo que nos espera quando mergulhamos neste álbum. Negro, mas belo à sua maneira, convidando-nos a ficar um pouco mais por ali. Destaque ainda para as duas maravilhosas versões que se podem encontrar conforme a edição do álbum: Losing my Religion (R.E.M.) e It's a Sin (Pet Shop Boys) como nunca as ouvimos antes.

Recomendado por 8 em 10 taralhões.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Sobre a música e o divino*



O artigo que se segue pode ser um choque para vós. Mas aqui no ninho do taralhão a nossa missão é contar as verdades escondidas. Pode vir todo o exército chinês, com as suas granadas de gás lacrimogéneo e bastões "amigáveis", que os autores deste antro de perfídia jamais recuarão nas suas intenções. E o que tenho para vos revelar é nada mais nada menos que isto:

O Papa João Paulo II era guitarrista de uma banda de Black Metal!

Mas como!?, dirão muitos de vós. Pois é! A verdade é que este sim, é o verdadeiro conteúdo do terceiro segredo de Fátima. Apesar das tentativas frustradas da Igreja Católica em manter esta informação oculta até ao fim dos dias, até à chegada do Apocalipse, a nossa investigação intensiva permitiu-nos chegar a esta descoberta. Mas vamos com calma. Eu sei que é muita coisa para digerir tão subitamente.

Como todos saberão decerto, a Máfia do Vaticano é a mais antiga das organizações criminosas e manipuladoras do mundo. Desde tempos ancestrais que se formou, tendo atingindo um dos seus expoentes máximos na época medieval. Hoje em dia, o seu império é tão vasto e o seu poder é tanto que ninguém lhes ousa fazer frente. A raínha das máfias é pois, liderada por um padrinho, que actualmente é um indíviduo alemão bastante semelhante a um imperador da Guerra das Estrelas e que possui duas suásticas tatuadas, uma em cada nádega. Mas isso são conversas para outra ocasião. Permitam-me retomar o caminho inicialmente traçado. Ora até há um tempinho atrás, João Paulo II era o líder do Vaticano. E nesta condição, era detentor de um poder tremendo, pelo que ninguém lhe podia fazer frente. Para além do mais, sendo a criatura humana mais próxima de Deus, tinham é de baixar a bolinha e prestar vassalagem.

Ora, JP era fã de Black Metal e formou, ainda jovem, uma banda com um grupo de amigos, a que chamaram: God Supreme/Terror Extreme. Financiados pela vasta riqueza do padrinho guitarrista, lançaram o seu primeiro EP 'Apocalyptic Necromancia' (conferir para o efeito o post anterior
Necromancia, A Outra Paixão do Cristo, e poderão assim encontrar a inspiração da banda para o título escolhido) que apenas distribuíram entre os seus amigos mais chegados. Como os comentários foram todos muito positivos resolveram lançar um longa-duração, um ano depois, a que deram o título: 'Thou Shall Not Crucify Anymore: Unleashing The Angelic Beasts Of Eden'. Este trabalho ainda rodou por algumas rádios mais obscuras, mas JP não queria que a coisa fugisse ao seu controlo. Sendo uma personalidade tão famosa, não precisava do estrelato para nada. Eventualmente este seu carácter forte e esta sua determinação levariam ao fim da banda pouco tempo depois.

João Paulo II preferiu assim dedicar-se a 100% à sua vida de padrinho da máfia. A guitarra ficou para os tempos livres e ocasiões festivas, onde na intimidade dos seus amigos e família relembrava alguns dos temas mais marcantes dos God Supreme/Terror Extreme.

Por altura do êxtase em torno da revelação do terceiro segredo de Fátima, um bufo qualquer, num acto de vingança pelos abusos anais a que fora submetido durante o seu estágio como interno na basílica de S.Pedro, vendeu a alguns tablóides de todo o mundo a informação que consistia dum excerto do segredo:

"E um dia virá aquele que tocará a música mais celestial de todas.
E com ela chamará as bestas e o Demónio até Deus.
Assim, o perdão divino chegará a todos.
Ele é o escolhido, gritarão as multidões."



E assim foi. Ainda hoje há quem diga que se ouvem riffs de guitarra ecoando por toda a basílica. Como se o seu espírito estivesse ainda presente, espalhando doces melodias de raiva apocalíptica para todos os que acreditam. Abençoados sejam!



*Este post pode não passar de um monte de balelas baseadas em absolutamente nada. O tempo que perderam a lê-lo jamais vos será devolvido. A sanidade do autor não é para aqui chamada, mas sim, muito provavelmente é escassa e estará na base de tal verborreia. O tom deste artigo não pretende ser nada mais que jocoso. Se não o apreciam dessa forma e acham ofensivo, podem perfeitamente introduzir os vossos terços pela cavidade extrema à retaguarda.