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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Pai Natal?

Apercebi-me hoje, por mero acaso diga-se, que é Véspera de Natal. E por entre os tiros, ameaças de morte e um quarto limpinho, dei por mim a pensar mais uma vez: quem raio é o Pai Natal?

Sim, estou ciente que a maioria das pessoas pensa que tal entidade não existe, mas as provas da presença de alguém vestido em roupas de Inverno vermelhas, barrete da mesma cor e um saco enorme às costas são várias, entre as mais proeminentes o avistamento durante o “Verão Quente” na Swazilândia em 1971 e, claro, durante a famosa “Semana Vermelha” no Iémen em 1993.

Voltei então a reunir os dados que adquiri ao longo dos anos sobre este assunto, e estou na capacidade de dar algumas hipóteses sobre a possível identidade do Pai Natal.

Candidato #1: Deus

Hipótese plausível, todos estamos habituados a vê-Lo como um velho de barbas brancas e tal, mas custa a crer que exista tanta gente a venerar um velho vestido de vermelho que parece gostar muito de crianças. Ok, e daí... Bem, também não há relatos de que o Pai Natal tenha tido um filho, quanto mais um que morreu pelos nossos pecados.


Candidato #2: Barack Obama

Tanto Obama como o Pai Natal parecem vir num invólucro de fé e esperança, mas parece que depois de abertos os presentes só temos coisas que não queremos: roupa interior e reformas do sistema de saúde. Não que eu saiba do que estou a falar, nunca estive na Lapónia ou nos EUA, por isso só sei o que é revelado pelas nossas fontes.


Candidato #3: Carla Bruni

O supremo disfarce. Um pouco de maquilhagem parece ser o suficiente para tornar esta suposição viável, e realmente assim não me importo de receber prendas todos os dias. Sim, sim, Natal quando um homem quiser, se faz favor...


Candidato #4: Zombie Natal

A derradeira hipótese. Explica o porquê da sua existência ao longo dos tempos, e em relação ao porquê de um zombie andar a distribuir prendas, especialistas mostram que alguns zombies continuam a replicar o que faziam durante a sua vida. Não adianta negar, vocês sabem que, no fundo, é a verdade.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Máquina

Como os caros leitores do nosso blog estarão de certo habituados (sim, vocês dois), o Ninho do Taralhão não cede a pressões externas nem tão pouco tem medo de relatar a autenticidade dos factos, actuando assim portanto como um bastião da Verdade, um imponente farol da Realidade neste conjunto de tubos.

Assim, neste dia fatídico, o Ninho e seus colaboradores trazem novamente uma notícia que pode abalar a vida de todos os portugueses, e quem sabe a própria existência de Portugal está em causa perante esta provação.

Quem estiver a ler isto, de repente pode indagar-se: - "Diache, queres ver que estes finórios até estão a falar a sério? Homessa, de que poderão estar eles a falar??"


- "Fúria Divina?"



- "Apocalipse Zombie?"









- "O José Castelo Branco tem um cd? Fod***e!!"





Argh!

Calma! Embora qualquer uma destas hipóteses fosse plausível, a realidade é muito mais sinistra.
Isto porque....


O nosso PM, José Sócrates, é na realidade um robot vindo do futuro para destruir Portugal!!! (E depois o resto do Mundo, se ainda der tempo.)


O "muy belo" robot assassino do futuro que nos pode mandar desta para melhor.


Mais uma vez apelo à calma, pois embora a verdade seja devastadora, há sempre esperança! Pode sempre haver um outro político que se chegue à frente para nos ajudar na nossa hora mais sombria. De qualquer maneira já alertei as autoridades, e tenho plena confiança nas suas capacidades*.



* - Tee hee!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Planeta Terror



Quando dois artistas geniais como Robert Rodriguez e Quentin Tarantino se juntam e resolvem criar algo, o resultado só pode ser muito bom. Num tributo às sessões duplas do cinema de terror de antigamente (lá para os idos de 70 e companhia) resultou Grindhouse. Uma double-feature que consiste de 'Death Proof' de Tarantino e a obra-prima em que me vou centrar no presente artigo - 'Planet Terror'.

Tudo está bem no mundo até ao dia em que, algures numa base militar perdida no meio do Texas, um arrufo entre negociantes manhosos com muitos tiros à mistura provoca a libertação para a atmosfera de uma suposta arma biológica. Todos aqueles expostos a este gás altamente contagioso sofrem o pequeno inconveniente de se transformarem em zombies assassinos e devoradores de carne! Ora digam lá que não está já tudo bastante delicioso!? Mas há mais e melhor! No meio disto tudo vamos ter um grupo bastante caricato de heróis, que juntos irão combater a praga, destilando litros e litros de sangue por tudo quanto é pixel de imagem.

A nossa heroína é Cherry, uma go-go dancer, que fruto de um ferimento mais grave se viu privada da perna direita. Este detalhe rapidamente é resolvido pelo seu namorado, o mecânico Wray, recorrendo ao seguinte brinquedo:


Exacto! Por esta altura é normal que começem a salivar em antecipação. Com tanta promessa boa não há quem resista! A nossa equipa de heróis improvisados lá parte em busca de refúgio ou de uma solução miraculosa. Ao mesmo tempo que vão aniquilando zombies pelo caminho, têm de se precaver contra os militares obscuros e algo dementes que se lhes opõem também, e que são liderados por Bruce Willis. Ele que contribui para este filme com um papel secundário magnífico. Igualmente digno de registo é o cameo de Tarantino, no papel de soldado nojento e perverso. Tudo muito bem. A história resume-se a isto, o resto do filme é toda uma magnificiência visual e sonora ao melhor estilo série B (ou Z). Efeitos especiais exageradíssimos, com muitas explosões e destruição, litros e litros de sangue que irrompem exageradamente de tudo quanto é ferimento, pedaços de corpos por tudo quanto é lado.


Isto e muito mais fazem desta película uma pequena delícia para os apreciadores do género. Para aqueles que realmente gostam do pormenor, há as falhas de imagem, cortes abruptos, mudanças de rolo, tudo propositado e tudo muito ao estilo do cinema dourado de terror de há umas décadas. Até temos trailers fictícios antes do filme propriamente dito começar, e aqui 'Machete', título da apresentação que vemos antes do começo de Planet Terror, ganha desde logo a nossa adulação (há informação dispersa pela net sobre a possibilidade de Machete ser convertida numa longa metragem por conta própria).

Planet Terror é um produto clássico Rodriguez. Grosseiro, inapropriado, indecente. E é por isso tudo que o devemos adorar. É tudo intencional e este é sem dúvida um grandioso tributo ao gore barato e rasca que há uns anos atrás glorificava o género de terror pelas salas de cinema. Ainda que parte de uma double-feature, partilhando os louros com 'Death Proof' de Tarantino (também um filmaço e que nos recupera Kurt Russell no seu melhor), é 'Planet Terror' que se destaca, merecendo a glória do mais alto degrau do pódio. Incontestadamente adorado pelo total de um bando de 10 taralhões!

Despeço-me com amizade.